Antes de falarmos sobre a Copa do Mundo de 1950, precisamos mostrar como era o panorama local no ano anterior. Pela terceira vez o Brasil sediaria a Copa América de Futebol. E a
expectativa era das melhores, já que nas duas outras oportunidades, o
país sagrou-se campeão quando atuou em sua casa.
Em 1919, veio o primeiro título de expressão internacional, quando o
mundo ainda não poderia imaginar que nossa Seleção um dia se tornaria a
mais vitoriosa do planeta. Era apenas a terceira edição do torneio e
somente quatro países participaram. Além do anfitrião, Brasil,
Argentina, Chile e Uruguai disputaram a competição. Após as três
partidas de um quadrangular com jogos únicos, brasileiros e os
bicampeões uruguaios terminaram empatados com cinco pontos cada. Naquela
época, a forma de desempate era através de um jogo extra entre os dois
envolvidos. Depois de um empate sem gols no tempo normal, a partida
adicional foi para a prorrogação, já que ainda não existia a disputa por
pênaltis. O placar seguiu inalterado e deu-se início a uma sequência de
tempos extras. Depois de quase 150 minutos jogados daquela que foi a
disputa de futebol mais longa já realizada, o Brasil conseguiu um gol
com Friedenreich e sagrou-se campeão.
O bi campeonato veio três anos depois, em 1922. Novamente o Brasil
sediou a competição e, assim como ocorreu em 1919, embora tenha
terminado a fase de grupos de forma invicta, dividiu a liderança com
outra equipe. A diferença é que, dessa vez, além dos três adversários já
conhecidos – Argentina, Chile e Uruguai -, os paraguaios estavam
presentes. E foi justamente contra eles que a partida de desempate se
fez necessária. Porém, o jogo foi bem mais fácil do que da outra vez e o
Brasil tornou-se bicampeão do torneio após aplicar um placar de 3 a 0
no tempo normal.
Voltemos a 1949, ano do tri campeonato. Nessa edição, oito times
participaram. Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai e
Uruguai eram os países na disputa pelo almejado troféu. A Argentina
também foi convidada, mas, por divergências com a delegação brasileira,
acabou desistindo da competição.
Ao fim dos jogos pela fase de grupo, novamente o Brasil acabou
dividindo a liderança com outra seleção. A exemplo do que aconteceu em
1922, brasileiros e paraguaios precisaram fazer um jogo extra para
decidir quem seria o campeão. No entanto, dessa vez, o placar foi bem
mais elástico. Jogando em casa, no estádio São Januário, com um público
de mais de 55 mil pagantes, a seleção brasileira de futebol goleou a
paraguaia por 7 a 0, levando a torcida local ao delírio. Para completar a
festa, o centro avante brasileiro, Ademir, pertencente ao Vasco da
Gama, terminou a competição como artilheiro isolado, com nove gols
marcados em sete partidas.
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