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| Paulo Vitor comemorando um de seus muitos títulos com a camisa tricolor |
Paulo
Vítor: Eu era o
titular com o Evaristo de Macedo. Aí ele saiu e entrou o Telê Santana, que
preferiu efetivar o Carlos. Só que o importante não era ser o titular. O que realmente
importava naquele momento era estar no seleto grupo de 23 convocados. Eu era o
segundo goleiro, a frente do Leão, que vinha de duas Copas do Mundo. Uma honra
para mim. Além dele, o grupo ainda tinha outros nomes experientes, como Zico,
Júnior, Sócrates, Leandro e Edinho.
S.I.: Realmente você pegou uma época cheia de bons atancates. Qual o mais difícil que enfrentou?
Paulo
Vítor: O
Luizinho do América-RJ não era brincadeira não. Muito perigoso. Parece que entrava em
campo já sabendo que ia fazer gol em mim. Mas eu já joguei contra muitos
craques como Zico, Careca, Dinamite, Falcão, Sócrates... Foram muitos.
S.I.:
Outra safra boa que você pegou foi a de técnicos.Você mesmo sempre teve
bons técnicos quando jogador. Qual foi seu preferido?
Paulo
Vítor: Eu aprendi
muito com todos treinadores que tive. Evaristo, Telê, Parreira... Foram muitos e todos
foram importantes em minha trajetória. Cada um tem o seu método de trabalho e eles
me ensinaram muito.
S.I.: Você é até hoje lembrado como o 'Paulo Vitor do Fluminense', tamanha identificação com o clube. Mas quando defendia o Volta Redonda, teve que enfrenta-lo.Como foi ter que jogar contra o Tricolor depois de tantas glórias com aquela camisa?
Paulo
Vítor: Foi
complicado. Eu realmente não queria jogar aquele jogo. Passei quase 10 anos lá
e jogar contra eles, principalmente nas Laranjeiras, me deixaria mal. Mas o
técnico me escalou mesmo assim e acabei indo pro jogo. Eles precisavam vencer o
jogo para se classificarem e abriram um gol de vantagem. Logo no começo do
segundo tempo nós empatamos e, no finalzinho do jogo, teve um pênalti a favor
do Fluminense. Ézio pegou a bola e brinquei com ele que iria defender. Acabou
que eu ele bateu e eu realmente peguei a cobrança. Essa história me comove. O Ézio veio a falecer ano passado e esse episódio ficou marcado na
vida dele. Uma pena. Era uma pessoa que eu gostava muito, um grande parceiro.
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| Paulo foi o goleiro menos vazado no Carioca de 1983 |
Paulo
Vítor: Quando eu
entrei em campo, a torcida gritava tanto meu nome que parecia que eu estava vestindo
a camisa do Fluminense. Realmente amo aquele clube. Não ter tido uma despedida lá
é uma frustração em minha vida. Eu queria muito voltar para o Fluminense. Não
precisava ser titular. Eu só queria encerrar minha
carreira nas Laranjeiras. Infelizmente as pessoas que comandavam o time naquela
época não viram dessa forma e o sonho acabou não se concretizando.
S.I.:
Como profundo conhecedor do time, poderia lista o time ideal do Fluminense, de todos os tempos?
Paulo
Vítor: O melhor time
do Fluminense que eu já vi foi aquele que eu joguei. Fomos tri campeão em 1984,
1985 e 1986. O pessoal fala da ‘máquina’ de 1975, mas, para mim, máquina é
aquela que ganha títulos. Eu ganhei esses três Cariocas e um Brasileiro. Sendo
assim, meu time foi melhor.
Por hoje, ficamos por aqui. Na terceira e última parte de entrevista, Paulo Vitor falará sobre atualidades. Desde Fluminense e Seleção Brasileira, até Copa do Mundo 2014. Não percam! É na próxima segunda.


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